quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Reforma na previdência: Como isso vai nos afetar?

Recebemos essa recente notícia do pacotaço do governo para reforma da previdência. Inicialmente, quero deixar bem clara minha orientação política: Sou conservadora, da direita tradicionalista. Apesar de não ter "batido panela" e nem ido a nenhuma manifestação do "fora Dilma", me considero até certo ponto uma coxinha recolhida. Só não me enquadro no conceito de "elite branca" porque para elite ainda falta bastante, mas definitivamente branca eu sou, e demais até. 

Sabemos que a previdência está passando por problema orçamentários, mas não se pode confundir "saneamento de problemas financeiros" com algo que beira o absurdo, que é o que o governo propôs. Pela proposta enviada pelo executivo à câmara, para se aposentar com o valor integral para o qual contribuiu, o trabalhador deve ter idade mínima de 65 anos, e 49 anos de contribuição. Acaba a aposentadoria por tempo de contribuição. 

Esse projeto só pode ter saído de uma cabeça doentia, sem a menor noção do que é um ser humano. Depois de ter trabalhado em um serviço pesado por 49 anos - como pedreiro ou saqueiro - como alguém pode ter a menor condições te trabalhar? Ao mesmo tempo, aposentar-se com valor inferior às suas contribuições é no mínimo injusto para quem contribuiu por 48 anos e tem 65 de idade. Eu não sou expert em economia pública, mas conheço uma injustiça quando vejo uma .

Se nossos deputados e senadores tiverem um mínimo de bom senso que seja, esse projeto não vai passar do jeito que está. Estabelecer uma idade mínima de 65 anos, com no mínimo  25 anos de contribuição, me parece razoável, mas essa coisa de ter que trabalhar 49 anos a fio ficou difícil de engolir. 

Hoje eu fui ao mercado, comprar algumas coisas para o natal. Havia um senhor empacotando as compras. Tinha cara de ser aposentado. Tive uma breve conversa com ele, que me contou a sua história: Aposentou-se aos 60 anos de idade, com cerca de 40 anos de contribuição. Hoje tem 64 anos, mas o valor de sua aposentadoria (salário mínimo) não é suficiente para pagar seus remédios. Como resultado, teve que voltar a procurar emprego para completar o orçamento. Ele me contou que ficou muito feliz porque o supermercado tem um programa de reinserção de idosos aposentados. Me falou também que alguns amigos seus gostariam de poder fazer o mesmo, mas simplesmente não tem saúde para tal.

Sabe o que me deixou abismada com essa história? Ele não tem nem sequer a idade mínima atual para se aposentar (65 anos), e nem o tempo de serviço para receber a aposentadoria integral (49 anos de serviço). Essa pessoa que hoje participa de um programa social de reinserção de aposentados no mercado de trabalho, segundo a "nova lei" da aposentadoria seria mais um trabalhando. A questão é... será que ele (ou os amigos dele sem saúde) conseguiriam todos um emprego, nessa idade? 

O pior: não podemos nem sequer mais nos programar para nossa aposentadoria: se hoje a lei mudou para 65 anos para mulheres, quem disse que quando eu tiver 65 anos já não vai ter mudado para 70? Como uma professora pode continuar dando aula para crianças aos 65 anos? As turmas de crianças menores exigem uma energia enorme, além de que muitas vezes temos que pegar as crianças (pesadas) no colo e fazer muitos trabalhos manuais. Consigo imaginar a cena patética: As crianças me chamando de "vó" em vez de "tia". Isso porque, aos 65 anos provavelmente vou ser mais velha que as vós deles. Vou ser a "vovó Michelle" em vez da "Tia Michell". Já pensou? Ridículo só de pensar. 

Um idoso não é só um jovem de cabelo branco, como o governo quer acreditar. Os idosos tem uma série de problemas de saúde, dor nas costas, catarata nos olhos, diabete, pressão alta, eles não enxergam bem... muita gente fica trabalhando "no limite" contando os dias para se aposentar, pois a saúde já não ajuda. 

Dessa vez o governo errou. Talvez ele só tenha "trucado alto" pra conseguir aprovar pelo menos uma parte das medidas... pode ser isso. Mas creio que acabou-se a vergonha na cara e o respeito aos idosos. 

A nós, o que resta? A idependência financeira, obviamente. Se mantiver o ritmo atual de aportes, creio que em menos de 15 anos estarei na IF... sem depender das migalhas governamentais... que são menores a cada dia.

Sorte de nós, que temos conhecimento sobre investimentos, e somos capazes de gerir nosso patrimônio de forma eficiente para se atingir uma aposentadoria - comprando cotas de FII e tesouro direto 2035. Já para o "cidadão comum", que depende dos fundos DI de bancos grandes (que pagam 90% do CDI com come-cotas), e CDB a 77% do CDI, ou mesmo planos de previdência privada com 3% de taxa de administração... vejo um futuro negro. 

Temer errou dessa vez. Pesou demais a mão sobre quem o ajudou a "eleger".  

Aguardemos o bom senso da câmara e do senado para barrar essa infamidade.  Resultado? Desgaste político à toda. A seguir cenas dos próximos capítulos...

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

O trabalho e o dinheiro na sociedade

O ser humano tradicionalmente é um animal classificador. Estamos o tempo todo classificando todas as pessoas, dividindo em grupos, em castas, em categorias, em raças, etc. A origem disso se deu lá nos tempos das cavernas, nos primórdios da origem da espécie. De novo estou eu aqui falando de psicologia evolucionista, que é um dos meus assuntos favoritos.

Fez-se necessário criar grupos para que pudéssemos separar os nossos amigos dos inimigos. Isso porque grupos iguais trabalham por um objetivo em comum, em prejuízo dos demais. Assim, ao sabermos quem tem os mesmos interesses que nós, podemos separar as pessoas em "prejudiciais" e "auxiliadoras". Esse conceito parece um pouco complicado quando falamos de seres humanos, mas vou dar alguns exemplos animais, para ficar mais fácil: Existe um grupo dos tigres, e um grupo das zebras. A zebra não tem interesse nenhum em ajudar o tigre, pois quanto mais o tigre obtiver ajuda, pior a vida ficará para as zebras - que serão comidas. Usando essa relação caça-caçador fica fácil entender esse conceito. Mas esse conceito se aplica também em grupos similares, que disputam o mesmo nicho ecológico, como por exemplo os tigres e leões.Quanto melhor estiver a vida dos tigres, mais eles comerão as zebras; de forma que não vai sobrar muita zebra para os leões comerem, dificultando sua vida. A relação agora é de competição. Essas relações de competitividade ou mesmo de caça-caçador existem em todos os organismos vivos, mesmo entre os fungos e bactérias. Não se esqueça de que a penicilina (um antibiótico que mata bactérias) foi criada a partir de um fungo, que produzia uma substância específica para elimitar a competição. Entre as plantas, podemos também perceber árvores como o Pinus, que produz uma resina que mata as plantas ao seu redor. Voltemos, agora, à espécie humana. 

Todos os desejos e necessidades materiais dos seres humanos acabaram se traduzindo em dinheiro. O dinheiro é a moeda universal de troca, e por esse motivo ele representa tudo que uma pessoa pode precisar ou desejar em termos materiais. O uso do dinheiro possibilitou padronizarmos os sistemas de trabalho; ou mesmo determinar o valor de cada coisa de uma forma mais prática e objetiva. Quanto vale lavar um carro? R$ 30. Quanto vale uma pizza? R$ 40. Quanto vale um dia de faxina? Quanto vale uma noite em um hotel? Todos os produtos e serviços existentes no mundo agora tem seu valor traduzido em dinheiro. Mas quais são as formas de se ganhar dinheiro?

O dinheiro em nossa sociedade não pode ser criado. Isso porque o ser humano apenas colocou sua própria ordem na natureza, mas nunca deixamos de ser animais. A dita "sociedade organizada" não é mais organizada do que a vida selvagem. Continuamos sendo animais vivendo na natureza. Há duzentos anos Lavoisier já dizia: "Na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma.". O dinheiro também é parte da natureza, portanto ele não pode ser criado ou perdido. Ele apenas se transforma - no nosso caso concreto, ele apenas muda de mão, se concentra ou se dilui. Mas como podemos conseguir dinheiro? Ou seja... como podemos fazer o dinheiro mudar de mão em nossa direção? Vendendo nossos produtos ou serviços em troca de dinheiro. E a essa troca de produtos ou serviços por dinheiro, nós chamamos de trabalho.

Todos precisam trabalhar para ganhar nosso dinheiro (sustento). Eventualmente algumas pessoas podem não trabalhar, mas alguém sempre está trabalhando por elas. Assim, para cada ser vivente existe sempre alguém trabalhando. A relação do homem com o trabalho passou por mudanças conceituais ao longo da história, conforme variavam os modelos de trabalho. Existem quatro modelos básicos de relação homem-trabalho que foram utilizados ao longo da história. Não é possível dizer que um seja "certo" ou outro seja "errado", uma vez que eles se encaixavam na visão de sua época, no geitgeist do período. As mudanças de um sistema para outro tiveram mais a ver com condições políticas e comerciais do que com a bondade humana. Julgar valores de outra época com os conceitos morais de hoje seria um erro, chamado de anacronismo. Ao longo da história vimos diferentes sistemas de produção:

Idade antiga - Nobre - artesão - escravo:  Os escravos executam o trabalho pesado. Os artesãos são os profissionais liberais e prestadores de serviço livres. Os nobres não trabalham, tendo sua parcela de trabalho executada pelos escravos.  Os artesãos ocupam um papel secundário.
Idade média - Nobre - artesão - servo: Similar ao sistema escravagista, porém com a diferença de que o nobre é dono da terra, mas não das pessoas. Sendo dono da terra, o suserano cobra uma espécie de imposto sobre quem mora em suas terras, como em um sistema de comodato. No final da idade média surgiu uma nova categoria de trabalhadores: Os comerciantes. As navegações, expedições, e o desenvolvimento do comércio (revolução comercial) gerou uma grande quantidade de dinheiro. Essas pessoas que enriqueceram através do trabalho (comerciantes) já não tinham espaço nesse sistema. Foi a ascenção da burguesia. Fez-se necessário romper com o sistema antigo, para levar os burgueses para o poder. Deu-se a revolução francesa. Criou-se uma nova igreja (que valorizava o trabalho), a igreja protestante, com sua máxima: "Aquele que não trabalha também não deve comer". Tudo isso era um repúdio aos nobres (que não trabalhavam), e uma forma de se valorizar a nova classe social.
- Comunismo - No sistema comunista não existem escravos ou servos, mas todos trabalham pela comunidade, como em uma colônia de abelhas. O trabalho de todos é dividido em partes iguais entre os membros. Há uma bem pequena parcela de governantes (a chamada "esquerda caviar"), que vive em um mundo secreto de riqueza.
- Capitalismo - Aqui "quem pode mais chora menos". As pessoas trabalham em troca de dinheiro, e quem conseguir gerar mais dinheiro tem uma vida melhor, em detrimento daqueles que não conseguem. Existe muita desigualdade e injustiça social. 

(continua)3

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Realizei o lucro cedo demais: Adeus EMBR3

Você lê o título e na hora pensa: A-há! Eu sabia que essa tal Gatinha Investidora não ia aguentar a pressão! Correu do páreo! Mal entrou e já vendeu tudo!

Bem... não é bem assim. Como vocês devem ter lido já em um post que fiz há 2 dias, eu estreei no mercado de ações comprando EMBR3. Os motivos que me levaram a fazer essa compra você encontra no post original. O fato é que: Faz apenas 2 dias que eu entrei no trade, e já saí? Pois é. Burrice? Pense bem antes de responder. De lá para cá algumas coisas aconteceram.

O dia foi de pânico nos mercados. Ibovespa desaba quase 4%.  Mas...talvez você não saiba que existem um grupo de 4 ações que são contra-cíclicas: ou seja, elas operam ao inverso da bolsa. Essas ações são Fibria, Suzano, Klabin e Embraer. Como eu já expliquei antes, elas são contra-cíclicas pois suas receitas e dívidas são sempre em dólar. E nós sabemos que o dólar está sempre ao contrário do ibovespa, não sabemos? Dessas, Fibria e Suzano possuem uma relação mais direta, enquanto embraer e Klabin possuem uma relação mais fraca, pois apesar de ter receita em dólar, uma parte das despesas importante está em reais. Vamos relembrar um gráfico famosos?

Mas vamos voltar ao dia de hoje. As manchetes do Infomoney, como sempre alarmistas:


Não vou entrar em detalhes sobre os motivos da queda, mas vou apenas à parte que interessa: Embraer disparou.

E eu all-in em EMBR3... chato, né?

Não me restava muito o que fazer. Minha ação já havia subido 3% em dois dias. Zerei a posição e realizei o lucro. Mas não foi cedo demais? Sim, foi. Justamente quando o BTG dá a recomendação de compra do meu papel, eu saio? Isso mesmo, mas não foi à toa. Primeiro, que eu já vi há pouco tempo a EMBR3 dar uma fogueteada de mais de 10% faz umas semanas, apenas para voltar a cair. Segundo que não faz muito tempo eu li um dos livros que considero a bíblia do investimento em ações - junto com "O investidor inteligente". Esse livro que eu li é: "Os axiomas de Zurique".

Esse livro é leitura obrigatória no primeiro ano de qualquer faculdade de economia. Descreve as técnicas usadas pelos banqueiros de Zurique (obviamente) para enriquecer no mercado de ações. Tá... mas o que isso tem a ver com realizar o lucro cedo demais? Bem... esse é um dos axiomas, um dos poucos de que eu me lembrava bem!!


Vocês lembram como eu estava preocupada pois não fazia a menor idéia de quando deveria vender? Quando meu papel rendeu em 2 dias o equivalente a 2 meses na renda fixa (e isento de imposto de renda), não pensei duas vezes. Realizei meu lucro. Embolsei um bom dinheiro, e comprei tudo em FII. Covardia? Pode até ser... mas eu estava ansiosa demais com esse negócio de ações... talvez não seja pra mim mesmo. Minha planilha indicava compra de AMBEV hoje mas... Não tive coragem de trocar o certo pelo duvidoso, e fazer como o jogador que aposta de novo o lucro da roleta e acaba ficando sem nada. 

Portanto... minha carteira hoje tem mais alguns FIIs... com umas cotas extras referentes ao lucro que obtive com a venda das minhas ações de Embraer. Aproveitei a recente baixa de MXRF11 e aumentei minha posição, ficando com a distribuição assim:
13º e trades fazendo milagres


Eu sei que haters gonna hate, mas... quando falamos em dinheiro, o "certo" é aquele que efetivamente consegue ganhar mais, e não aquele que "está" certo. Como meu portfolio está mantendo um pujante ritmo de 2% ao mês desde agosto, creio que estou no caminho certo. 

Em tempo: Estou muito feliz porque hoje é um dia muito especial e importante para mim. Não bastasse meu trade de sucesso, meu portfolio ganhou um dígito a mais: vou ter que aumentar a largura dos campos na minha planilha de fechamento... Tá garantido o peru!







quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Robôs de investimento: Dá pra ficar rico com eles?

Os robôs de investimentos tem sido um dos assuntos mais comentados nos últimos anos. Basicamente, tratam-se de programas de computador que atuam no mercado financeiro, comprando e vendendo ações quando eles "acham" que é um bom momentos. Estes robôs nada mais são do que softwares conectados à bolsa de valores. Existem inclusive plataformas dedicadas só para isso, sendo o sistema mais conhecido o "metatrader".

A questão é que existem esses robôs aos montes no mercado. A maioria deles alega conseguir lucros exorbitantes, mas obviamente nenhum deles provou funcionar até hoje. No próprio site da XP investimentos, se você opera mini-indice, existe a opção de fazer os invstimentos automaticamente com o uso de um robô.

Eu testei a ferramenta, e posso dizer que minha experiência não foi boa. O robô da XP emite dezenas de ordens de compra e venda em um único dia. Ganha em umas, perde em outras. Não dá pra dizer que a gente chegue a perder dinheiro com ele, pois o robô usa stops, mas ganhar também não consegui. Sendo assim, ao meu ver o robô acaba sendo apenas uma ferramenta de gerar corretagem para a XP... sem resultados comprovadamente bons no longo prazo. Como diversão, achei interessante, mas não é algo que dê para levar a sério. 

Assim são com todos os outros robôs que procurei. Se você escrever no google "robô de investimento", vai encontrar uma centena deles; todos com programas de assinatura, prometendo mundos e fundos. A eficácia, obviamente não existe, pois se fosse possível realmente enriquecer usando o robô, seu inventor não precisaria vender assinaturas por R$ 20.... era só usar o próprio robô e ficaria rico.

Um dos casos mais notórios no Brasil aconteceu com um sujeito chamado "Melão", que há alguns anos criou um robô de investimentos chamado "Saturno V". Ele diz que é uma das pessoas mais inteligentes do planeta, e que seu robô é capaz de lucros fantásticos. Passou a anunciar publicamente que vendia cotas de um fundo de investimento usando seu robô... Levou uma bela catracada da CVM, e foi proibido de operar no mercado financeiro. Como resultado, se "exilou" para fora do Brasil, e hoje seu robô opera no obscuro mercado de Forex. Segundo ele, com lucros espetaculares. Só pagando pra ver mesmo. E pagando muito, porque a assinatura do tal robô custa milhares de reais... No fórum do Bastter achei alguns comentários sobre o assunto também.

Nos EUA existem uma infinidade desses robôs, inclusive há serviços de assinatura que permitem "clonar" todos os trades do robô usando o nosso próprio dinheiro, em associação com uma corretora. É só entrar no site do Metatrader pra encontrar. Alguns números que a gente encontra por lá realmente fazem crescer os olhos e a ganância... mas não se iluda pela promessa de dinheiro fácil, pois sabemos que não existe tal coisa. O dinheiro fácil na bolsa de hoje é a antiga alquimia da idade média, que prometia transformar chumbo em ouro. Ou a cornucópia dos gregos, que era uma espécie de chifre do qual jorravam riquezas infinitas para quem o encontrasse. O fato é que o ser humano sempre foi fascinado pela possibilidade de se ganhar dinheiro fácil. Conseguir... bem, aí são outros 500.



terça-feira, 29 de novembro de 2016

Começando no mundo das ações: EMBR3

Hoje é um dia muito importante para mim: Comprei minha primeira ação.  Conforme havia falado nesse post, queria comprar mais fundos imobiliários. Cumpri a promessa, e comprei algumas cotas de MXRF11. Mas sobre isso vou falar depois. Quero agora falar das ações!

Eu sempre tive muito medo de investir em ações, por motivos óbvios: Elas adoram cair quando a gente compra. Já ouvi falar de muita gente que compra ações e depois elas caem horrores, e a pessoa fica no maior prejuízo!

Como não entendo nada de ações, decidi que a melhor forma de evitar que minha ação caísse, seria comprar uma que já caiu tudo que tinha para cair. Fiz uma pesquisa nas ações que compõe o IBOVESPA, e descobri que a que mais caiu nos últimos 12 meses foi a Embraer, e portanto essa foi a minha compra. Vou confessar que não sei por que ela caiu tanto nesses meses. Mas acho que deve ser devido à queda do dólar, e à eleição do Trump. Pois a Embraer exporta aviões né? Então se o dólar cai, a empresa lucra menos... e se o Trump colocar barreiras alfandegárias nos EUA, vai parar de comprar nossos super tucano (um ótimo avião de treinamento e combate fabricado pela Embraer). Tudo isso faria a EMBR3 cair. Se tem algum outro motivo, ou se os motivos não são esses, juro que não sei. Mas se quer saber, nem me importa muito. Eu assisti a uns vídeos no youtube sobre ações, muito bons, sobre análise gráfica, de um povo chamado "Equipe trader". Eles falaram nesses vídeos que você não pode analisar o gráfico e os fundamentos ao mesmo tempo, porque o preço já reflete tudo (inclusive todos os fundamentos), e ao se considerar os fundamentos + gráfico você está levando em conta duas vezes a mesma coisa, o que pode atrapalhar. Dessa forma, minha análise para compra vai ser 70% técnica e 30% intuição feminina. Nada de fundamentos ou ficar calculando suportes e resistências. Sei que a escolha não parece lá ser muito avançada, mas pra mim já foi o suficiente, né? Mas vou explicar melhor os meus motivos:

Eu fiz a seguinte linha de pensamento: Uma ação só da lucro quando sobe. Vocês lembram da postagem que eu fiz sobre o eterno devir, que é a tendência das coisas de se tornarem seus opostos? Pois é.. pra quem não lembra,  tá nessa postagem, no sétimo parágrafo. Não vou repetir o que disse, mas o resumo é que eu acredito que tudo sempre tende a caminhar para se tornar o seu oposto. Por essa teoria, uma ação que caiu muito portanto tenderia a subir. A maioria dos analistas gráficos acredita no contrário: Aquilo que está subindo tende a subir ainda mais - a teoria do momentum. Como eu acredito no devir de Platão e Heráclito, apliquei isso para minha estratégia de investimentos, e comprei a ação que mais caiu.

-"Peraí, gatinha, você tá me dizendo que sua estragégia em ações é baseada em filosofia? "

Basicamente... isso mesmo!! =^.^= 

Mas vamos lá continuar. Minha pesquisa mostrou que a ação que mais caiu foi a Embraer. Ela tá no chão. Então segundo minha teoria, ela tem agora uma "vontade própria" para subir.  Portanto eu entrei comprada, e agora tenho que aguardar a natureza fazer a sua mágica. Quando minah ação da embraer subir bastante, eu vendo. 

Não sei ainda "quanto" tenho que esperar ela subir até vender - principalmente porque nunca vendi uma ação antes.... mas isso eu descubro no caminho. Você que lê meu blog já deve ter escutado minha frase-símbolo: "Vem comigo no caminho eu te explico!!!". Portanto, estou definitivamente comprada em EMBR3,  a R$ 16,70 por ação!! Essa é a minha posição. Espero que alguém "me explique" a hora que devo vender, né? rsrsrsrs .. 

Como eu tinha pouco dinheiro, só deu pra comprar EMBR3 mesmo.... mês que vem eu compro alguma outra, né? Por enquanto vai ser só essa. Minha carteira, agora, ficou assim:

Tá relativamente bem balanceada:  56% renda fixa e 44% renda variável, sendo que a parte da renda variável é composta por FII (38%) e ações (5%).

O Gustavo Cerbasi - expert em investimentos - diz que pra gente saber a quantidade de renda variável na carteira, tem que diminuir nossa idade de 80. Por exemplo: Se você tem 25 anos, deve ter 80 - 25 = 55% de renda variável na carteira. Se você tem 80 anos, deve ter 0%, né?

Dessa forma, os 44% de renda variável na minha carteira não estão tão ruins assim. Meu objetivo é comprar ações mais uns dois meses, pra subir a participação de 5% pra 15%. Acho que comprar ações é igual perder a virgindade, né? depois que começa, não pára mais! Ou melhor... só para quando algo der errado... :)

Eu comecei a registrar minha vida de investidora em maio. De lá pra cá minha carteira quadruplicou, e a rentabilidade média foi de 2% ao mês, com uma carteira composta basicamente por FII e LCI. Agora que estou entrando pesado no mundo da renda variável propriamente dita (ou seja ações), creio que vai ser a hora em que separamos as mulheres das meninas! Quero ver como vai se comportar esse gráfico no ano que vem, né? Aguardamos as cenas dos proximos capítulos. Eu vou confessar que não faço a menor idéia no que vai dar.... mas se minha estratégia de ações não for pra frente depois de 12 meses, juro que largo dessa vida de "trader", e volto pra renda fixa + FII.

Acho que não adianta muito eu fazer um gráfico da minha carteira de ações... mas lá vai!!
Bem... sem graça, né? Porque só tem uma ação.. EMBR3. hehehe.. Mas chega de falar em ações, e vou dar uma pincelada nos FIIs.

Cumprindo minha promessa, comprei mais cotas de fundos imobiliários. Minha escolha foi MXRF11, que ao meu ver tá com um dividendo bom, e é um fundo-de-fundos, ou seja, facilita minha vida para escolher a carteira. É um dos FIIs que não andou subindo muito ultimamente, portanto achei que tava barato para comprar. Faz uns meses eu tinha dado uma olhada na carteira dele, e se nao me engano ele tem 12% de de papel na carteira (não tenho certeza agora se estou confundindo com FIXX11). Isso não é mau não, afinal de contas os fundos de papel andam rendendo até melhor que os de tijolo, né? Pois essa foi a minha escolha. Não faz tanta diferença assim, pois comprei só um pouquinho mesmo - o grosso do mês foi para ações da Embraer. 

Bem gente... era isso que tinha pra contar!! Eu vou confessar que tava meio com preguiça de escrever aqui no blog de finanças, porque tô bem mais empolgada pra escrever só lá no Cantinho da Misty, meu blog de coisinhas fofas e pensamentos...  Mas não adianta eu escrever só lá e parar de escrever aqui, principalmente porque até agora 100% das visitas de lá são daqui, né? Como o blog tem pouco conteúdo, ele ainda não tá indexado no google, e não sai nada de visitas oriundas do google. Muito diferente daqui do blog da Gatinha Investidora, que tem uns 70% das 2000 visitas diárias originárias do google, e 30% de outros blogs... 

Mas... se você tiver tempo, depois dá uma passadinha lá no Cantinho da Misty, tá? Vou começar a fazer uma série sobre "como criar um blog". Legal, né? Quem nunca pensou em ter um?


segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Meu novo blog! O cantinho da Misty!



Oi gente, tudo bem? Essa postagem é só pra avisar que resolvi desmembrar meu blog em dois. Aqui na Gatinha Investidora vou postar só assuntos relacionados a finanças e economia pessoal. Nada de assuntos sobre amor, felicidade, casamento, e tantas outras coisas "chatas".

Isso se mostrou necessário, porque eu tinha necessidade de falar sobre algumas coisas que realmente ficavam muito deslocadas por aqui.

Criei um cantinho só para esse tipo de postagem... assim não misturamos os assuntos, né? Bom para o leitor de finanças, que não fica se contaminando com arco-íris, e bom para mim, que finalmente vou poder ter meu blog cor-de-rosa!! =^.^=

Uma novidade do novo blog, que se chama O cantinho da Misty, é que vou abrir para colaboradores externos, tanto de forma esporádica como de forma mais constante...  assim podemos eventualmente ver artigos ou postagens de mais de uma pessoa no blog.

Bem... mas chega de falar, né? Quem quiser, dá uma passada lá no Cantinho da Misty!!


Beijo!! =^.^=

sábado, 26 de novembro de 2016

Fundos imobiliários: Resposta a um investidor

Recebi hoje uma carta de um leitor, onde ele comentava sobre fundos imobiliários. Ele falou coisas bem interessantes, que merecem uma postagem especialmente dedicada:

"Oi G.I (Michelle),

Pelo que parece, estamos em meio ao mesmo objetivo!  Esse ano, me dediquei nos estudos de FIIs com mais "profundidade", mesmo já conhecendo, nunca tive vontade de provar desse investimento, antes meu foco era somente ações e títulos.  Mas deixando esse preludio de lado, vamos falar sobre uma atração que temos em comum, os FIIs :-)
No inicio de meu namoro com os FIIs, eu só investia em "tijolos" do tipo shopping, por motivos óbvios: "As pessoas adoram gastar seu rico dinheirinho no shoppings". Com o tempo, comecei a analisar/estudar e alterei o cenário acima. 


Hoje em dia temos podemos ser três tipos de investidor de FIIs:

1. Os "aposentados", (uma brincadeira que faço para rentistas), ou seja os que investem só para viver de renda.
2. Os que investem em FIIs que estão passando com algum tipo de problema momentâneo, como: vacância, obras, problemas judiciais e etc.. para revender no futuro ou sair na hora certa.
3. Os que são basicamente os dois tipos acima.

Em muitas das vezes essa segunda opção, pode ser Á OPÇÃO, onde se compra barato, (ficamos minguando alguns meses), mas lá na frente, se ganha com a valorização na bolsa e com os bons rendimentos. (Esse caso, merece uma atenção e muito estudo, para não investir em navio furado em alto mar)

Meu perfil de investidor de FII é basicamente ficar longe de FIIs dos seguintes tipos:

  • Desenvolvimento Residencial
  • Fundo de Fundos
  • Hospital
  • Hotéis
Existem também os tipos que são descartáveis, em minha opinião, mas merecem ser bem estudados para ver se são viáveis:
  • Imóveis Comerciais (Agências de Bancos)
  • Universidades
Não sei se concorda, mas o que acha? ;-) Ah, parabéns pelo excelente trabalho em seu blog. nota 10."

Resposta:

 Primeiro de tudo, obrigada pela "audiência". Os fundos imobiliários são uma modalidade de investimento relativamente nova no Brasil. Eles surgiram de forma tímida no começo dos anos 2010, e aos poucos foram crescendo, até atingir o auge lá por 2012-2013, que foi a época em que a maioria dos fundos surgiu. Aquele período foi propício para criação de novos fundos, pois tínhamos um (falso) milagre econômico acontecendo; os juros estavam baixíssimos (tirando a atratividade da renda fixa), e a nossa pujante economia motivava a abertura e instalação de novas empresas. O mercado imobiliário estava em seu auge, acumulando uma alta de mais de 200% nos últimos anos. Isso tudo fez florescer o mercado de fundos imobiliários, e a maioria dos fundos foi criada nessa época. 

O Brasileiro sempre foi apaixonado por investimento em imóveis. Aqui quase não existe tradição em se comprar ações ou títulos públicos (como acontece nos EUA). O motivo é a inflação galopante que historicamente existe aqui, o grande número de crises, e a política econômica altamente instável. Tudo isso torna quase impossível manter uma empresa funcionando e dando lucro por essas terras. Então as ações acabam ficando perigosas demais, mesmo no longo prazo. Os títulos públicos também não são lá muito conhecidos, pois o brasileiro ficou desconfiado com o nosso governo, que vive passando rasteira de saci na população.  Pois digo rasteira de saci, porque além de ferrar com o povo, só piorava cada vez mais a situaçao do próprio governo (vide plano Collor e o confisco da poupança, ou o plano Cruzado (Sarney) e o congelamento de preços). Os imóveis apareceram, assim, como um porto seguro para nosso dinheiro. Não importa o que acontecer, o prédio continua lá, e pode ser vendido ou alugado sem um grande problema.

Os fundos imobiliários, ou FIIs como são chamados, são a profissionalização do amor do brasileiro por imóveis. Tudo aquilo que nossos pais fazem (comprar e alugar imóveis) a gente agora pode fazer, com uma margem de lucro muito maior! Isso porque os fundos imobiliários investem em imóveis onde o preço do aluguel é altíssimo (Rio e SP), e conseguem contratos com grandes empresas, o que é muito melhor do que alugar uma kitinete para estudantes, né? 

Percebo que passamos por uma "curva de aprendizado" quando começamos em FIIs, como falou o leitor. Eu passei por essa curva, ele passou, e assim acontece. Começamos em geral comprando fundos de tijolo, que são muito mais fáceis de entender; e após receber o primeiro aluguel vamos nos aventurando para outras modalidades. Não vou nem falar nos "fundos de papel", porque ao meu ver eles não são exatamente fundos imobiliários. São para mim um fundo de direitos creditórios lastrado em imóveis, então não é bem renda variável, é renda fixa disfarçada de fundo imobiliário. 

Os FIIs são altamente indicados para aquelas pessoas que buscam uma renda mensal, uma renda extra, tanto como forma de auto-aposentadoria, como forma de complementar o ganho mensal. Isso porque eles juntam características que os tornam imbatíveis no quesito "renda mensal":

  • 1. O aluguel recebido mensalmente é livre de imposto de renda
  • 2. Os dividendos são líquidos, ou seja, podemos gastar sem corroer o capital principal
  • 3. Todo mês cai um pingadinho
  • 4. Você não precisa fazer "resgates" programados. Basta comprar o FII e você já recebe o aluguel no mês seguinte. 
  • 5. O investimento tem muita segurança, porque é lastrado em um grande prédio. Não é "só papel". 

Ao meu ver, é muito melhor programar uma aposentadoria comprando um pouco de FII todo mes do que usando um plano de previdência privada.  Se todo mes a gente comprar um pouquinho, em uns 15 anos vai ter tantas cotas que a renda mensal vai dar quase o valor do nosso salário. 

Para escolher um Fundo Imobiliário, basicamente existem duas estratégias: 

a) Você escolhe um fundo que esteja bem alugado, com um bom rendimento mensal corrente. O preço da cota está "normal", mas você garante um rendimento bom já no próximo mês.
b) Você escolhe um fundo que esteja passando por problemas (ex: vacância), de forma que o aluguel está vindo baixo. Por esse motivo a cota é vendida com desconto (deságio), e você tende a ganhar no longo prazo, sacrificando o rendimento atual.

Não dá para dizer que uma estratégia seja melhor que a outra, creio quer seja mais uma questão de gosto mesmo.

Dentro dos fundos de tijolo, temos várias categorias, sendo a mais comum os "fundos de escritório" e também os "fundos de logística". Esse  último investe em galpões e barracões, e o primeiro em prédios comerciais de escritórios.  Nosso amigo leitor disse que a estratégia dele foge desses fundos:

  • Desenvolvimento Residencial
  • Fundo de Fundos
  • Hospital
  • Hotéis
Ele não disse os motivos de fugir desses fundos, mas dá pra imaginar quais seriam esses motivos. Afinal de contas, todos esses fundos tem seu "defeitinho". Mas vamos lá ver se eu consigo imaginar seriam esses motivos que fizeram nosso amigo fugir desses fundos acima:

Desenvolvimento residencial - O único fundo que eu conheço desse tipo é o MFII11 - Mérito desenvolvimento imobiliário. Esse fundo recentemente fez uma emissão de cotas. O objetivo desse tipo de fundo é captar dinheiro dos investidores (cotistas), construir casas, e vender com lucro, distribuindo posteriormente o lucro aos cotistas. O problema é que o lucro só vem quando os imóveis estiverem prontos e vendidos. Considerando a atual crise do mercado imobiliário, isso poderia demorar muito, e o preço de venda poderia ser abaixo do prometido. Os fundos de desenvolvimento, portanto, tendem a ter uma demora e incerteza para devolver a rentabilidade. Outro "problema" dos fundos de investimento imobiliário é que eles não são eternos. Eles trabalham com um sistema de "jornada", ou seja: captam o dinheiro com a emissão de novas cotas, constróem, vendem, e aí emitem novas cotas para captar mais dinheiro. É como se fosse um fundo com prazo determinado, entende? Esse tipo de fundo poderia ser indicado para aquelas pessoas que tem um perfil de "construir sobradinhos para vender".  Veja que o valor da cota em geral não sobe, porque o fundo devolve aos cotistas todo o lucro. Assim, a cota não valoriza no longo prazo. Aí vai o gráfico:
Gráfico de MFII ´dos últimos 12 meses 


Fundos de Fundos - Os fundos de fundos tem um nome muito auto-explicativo: eles compram cotas de vários fundos, e distribuem os alugueis em forma de rateio aos cotistas.  Eu sou suspeita para falar desses fundos, pois gosto muito deles (principalmente o MXRF11), mas posso pensar em quais seriam os defeitos deles. Por isso, vou colocar aqui algo do tipo "vantagens e desvantagems", acho que seria mais justo.

Vantagens: 
  •  Diversificação em vários fundos; se um der problema os outros compensam. 
  •  Elimina preocupação em ter que ficar escolhendo fundos e montando uma carteira variada. O fundo já faz isso pra você.
  •  Possibilidade de investir em muitos fundos diferentes com pouco dinheiro
  • Maior perpetuidade do investimento: como o gestor faz rotação da carteira, conforme os edifícios forem ficando velhos eles vão trocando por outros. 
  • Bom para quem está começando em FII, pois simplifica todo o processo

Desvantagens:
  • Você paga a taxa de administração duas vezes: uma vez para o fundo original, e outra para o fundo de fundos
  • Você perde a liberdade de escolher seus próprios fundos (isso pode ser um bom negócio se você não entende nada)
  • A maioria dos Fundos de Fundos não faz lá uma grande rotação da carteira, em geral são sempre os mesmos fundos. 
  • Ruim para investidores experientes, que podem fazer escolhas melhores por conta própria
Hospitais: Os fundos de Hospital são do tipo "ame ou odeie". Basicamente só existem dois, o Hospital Nossa Senhora de Lourdes (NSLU11), e o Hospital da Criança (HCRI11B). Os dois foram construídos pelo mesmo grupo, então dá meio na mesma. Esses fundos basicamente apresentam uma grande vantagem, e uma grande desvantagem. A vantagem é que eles nunca vão ter vacância. Afinal de contas, é coisa rara um hospital sair dali, aonde deixaria os doentes? A desvantagem é que se o hospital quebrar ou falir, vai parar de pagar o aluguel ou pedir revisão do aluguel para baixo, e de maneira geral os juízes são solidários com os hospitais, o que faz com que o valor do aluguel e da cota possa sofrer quedas bruscas quando ocorrem essas ações. Eu gosto de fundos de hospital, mas tem muita gente que não gosta, então não tem como dizer se é bom ou ruim. Como uma imagem vale mais do que mil palavras, é só dar uma olhada no que aconteceu recentemente com um fundo de hospital que sofreu uma ação revisional que abaixou o aluguel. O aluguel caiu, a conta despencou de $ 240 para $ 180. Como ficou quem comprou lá no ápice?  Só pode ser por esse motivo que nosso amigo não quer saber de fundo de hospital.


Hotéis - Eu realmente não conheço nada sobre fundos de hotéis, então não tenho opinião formada sobre o assunto. Que eu me lembre, faz uns 2 meses a Empiricus colocou indicação de compra de um fundo de hotel em sua carteira receomendada, o HTMX11B, o Hotel Maxinvest... então não pode ser totalmente ruim, né? Mas não sei dizer bem como funcionam esses fundos, então me abstenho de dar qualquer palpite. 


O aporte do mês: Fundos Imobiliários

Depois de ter passado dois meses seguidos investindo só em fundos de investimento, decidi que é hora de mudar a minha alocação. O principal motivo não foi nem a rentabilidade, pois os fundos tem ótimas perspectivas de rendimento (apesar de não estarem rendendo bem nesse momento). O principal motivo é a chatice de investir em fundos. Isso mesmo. A chatice.

Fundos de investimentos DI, assim como renda fixa (LCI, CDB) são uma coisa do tipo "set and forget". Ou seja, você coloca o dinheiro lá, e nunca mais lembra dele. Você só vai voltar a mexer no dinheiro depois de alguns anos, e isso de certa forma me desmotiva a investir. Se não bastasse isso, estou com um excesso de instabilidade no meu emprego, devido a algumas políticas governamentais, e tenho medo de ter minha única fonte de renda subitamente cortada. Por esse motivo, decido: preciso de mais renda passiva. 

Como eu havia prometido, me livrei de todos os CDBs do Sofisa que tinha, e agora fiquei com zero liquidez. Não tenho nenhum investimento com liquidez diária, e isso também é outra coisa que tem me incomodado muito, pois em caso de uma emergência não vou ter muito para onde correr. A questão é que eu havia parado de investir em fundos imobiliários porque eles estavam esticados demais, ou seja, "tudo estava caro". Sabe quando você olha para o home broker e não tem um mísero ativo barato para você comprar? Pois é, era assim que eu me sentia, e não consegui comprar mais FII por um bom tempo. Mas tudo mudou.

Veio a eleição americana, Trump venceu, o FED já sinaliza uma alta de juros para dezembro. Os DIs futuros dispararam. As taxas das debêntures dispararam de novo. Debêntures que andavam fracas, como Rodovias Tietê voltaram a ter taxas acima de 8%. Cemig voltou a 10%, e até a novata TCP (terminal de conteiners de Paranagua) já está sendo vendida acima do valor do IPO ! Isso mesmo... ela estava sendo vendida a 8% na XP (direto com assessor, pois no sacolão o preço era mais baixo). 

As taxas das LCI subiram pra lá dos 6%, o tesouro direto subiu... enfim, os olhos dos investidores começaram a brilhar de novo. Agora aconteceu uma coisa interessante. O IFIX, que já namorava os 2 mil pontos, aproveitou o embalo da alta do juro futuro e voltou pra faixa dos 1800 pontos, a preços de final de setembro.


 Apesar de eu nunca ter dito isso aqui, os FIIs são de longe o meu investimento preferido. Gosto deles pela simplicidade que proporcionam. Se a gente tem uma carteira variada de FIIs, nunca leva sustos (pois quando um cai o outro sobe). Os preços dos FIIs são muito balanceados, e eu sinto muita segurança em ter um ativo real (tijolo) lastrando meu investimento. De quebra, ainda fico com a sensação de que eu "tenho alguma coisa". Se eu pudesse, minha carteira seria 100% FII. Sei que isso não é possível, pois iria contra todas as regras de alocação de ativos. Ainda assim, confesso que tenho que "segurar o dedo" pra não comprar mais FII do que devo. 

Mas a alta do IFIX realmente me fez parar de comprar. Agora, com essa queda recente, se abriram muitas janelas de investimentos. Seria possível voltar para as debêntures, e até mesmo pegar alguns CDB/LCI a preços apetitosos. Mas já decidi. Vou de FII mais uma vez. Os pingados me dão uma sensação maravilhosa todo mês. Além disso, quando eu me aperto nas contas, posso gastar os dividendos sem ter a sensação de que estou depredando meu patrimônio. Estou apenas "antecipando" um tiquinho de independência financeira.

Esse mês ainda terá vantagens adicionais: Teremos o pagamento do décimo terceiro (primeira parcela dia 30 de novembro, e segunda parcela dia 20 de dezembro). Quem está com as contas em dia, e não vai fazer nenhuma viagem (como eu) pode aportar 100% do décimo terceiro para dar uma engordada na independência financeira. Creio que deva deixar "um pouquinho" para comprar lembrancinhas no natal (nada de presentes caros). 

Penso também - mas só penso - em comprar um computador novo para mim. Estou com um problema sério no meu computador, e isso já faz quase um ano: ele está dando "reset" sozinho depois de alguns minutos ligado.Eu estou usando o micro, e "do nada" ele reseta, sem dar nenhum aviso, me fazendo perder tudo que eu estava fazendo. Isso além de incômodo é muito irritante! Após pensar um pouco sobre o problema, cheguei à conclusão de que ele deve estar superaquecendo. Com a chegada do fim do ano começou a ficar cada vez mais quente aqui. Logo começam a chegar os turistas! Abri o gabinete e coloquei um ventilador para ver se refresca o bichinho... hoje ainda não resetou! Deve ter funcionado.

Gambiarra para esfriar o computador.

Atualização: Seguindo orientação de um leitor do blog, troquei a fonte do computador... até agora não deu mais reset! Faz todo sentido o problema ser na fonte, eu achava que era o processador que estava superaquecendo, mas se o processador esquentasse o micro iria travar, ou dar tela azul da morte, e não resetar! Olhei a fonte  velha e estava cheia de poeira encalacrada nos dissipadores de calor... Só essa dica que recebi já valeu todas as postagens que fiz no blog! Acreditam que eu estava há cerca de 1 ano com esse problema, já é o segundo verão em que estava passando por reset constante na máquina??
 
Mas agora voltando aos fundos imobiliários. Assim que receber meu salário esse mês, vou correndo para a corretora comprar fundos.Ainda estou um pouco em dúvida sobre quais comprar, mas com certeza 100% dos aportes esse mês irão para FII. Apesar de eu já ter 38% de FII na minha carteira, com o aporte desse mês creio que vou para perto de 45% em FII. Isso vai me dar mais segurança em caso de emergências (pois com essa quantidade de FII os pingados já me pagam os lanches), além do que se eu realmente precisar do dinheiro, posso vender as cotas, ainda que a liquidez seja baixa e o dinheiro leve quase uma semana para cair na conta. Mas não deixa de ser um tipo de liquidez, né?

IFIX dando um tempinho para a gente comprar...

Eu sempre acreditei que não faz muita diferença aonde colocamos nosso dinheiro no começo. O valor do rendimento é muito baixo no primeiro terço da caminhada rumo à  IF. Nessa fase o que mais importa são os aportes e a frugalidade mesmo. Na metade do caminho, temos importância dos dois fatores, e nos úlimos 30% da caminhada para a IF a rentabilidade chega a ser mais importante que o valor dos aportes.

Dessa forma... vou continuar me concentrando nos aportes - tenho aportado 49% do meu salário - e investindo em coisas divertidas, que me alegrem (como FIIs). Deixo um pouco de lado os tediosos fundos. Eles tiveram seu momento de glória, mas com 31% da carteira em fundos acho que já é o momento de segurar a mão.

Por enquanto era isso que eu tinha para falar, tá? Estou um pouco cansada hoje, já tá tarde e a semana foi bem corrida para mim. Estou feliz que pararam as brigas entre blogs - algo como blogwars - de forma que me sinto bem mais tranquila para escrever.  Creio que depois desses momentos de discussão e brigas a gente pára pra refletir, e acaba vendo que não leva a nada ficar de picuinha por pouca coisa. 

Mas é isso mesmo... Beijo gente. =^.^=

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Dicionário de termos e siglas de finanças e investimentos - "Investopedia"

Oi Gente! Por sugestão de um usuário, vou fazer um dicionário de termos e siglas usados em finanças e investimentos, com uma breve explicação do que é cada um. A minha idéia é ajudar os iniciantes, usando termos simples para explicar as coisas mais complicadas. Afinal de contas, quem consulta uma investopedia não sabe nada sobre o assunto, né? Vou atualizando o post conforme surgirem novas palavras ou sugestões, tá? Se tem alguma palavra que você gostaria de ver aqui, é só colocar nos comentários! Beijinhos!

Atenção: Os termos são explicados de uma forma bastante "simplificada" e "didática". Se você precisa de informações mais completas ou acuradas, consulte um profissional da área. 

2035 -  Número usado para designar a NTNB com vencimento em 2035, o papel mais comum do Tesouro Direto.  Ex: "-Sobrou dinheiro esse mês! Vou pegar um pouco de 2035."
Alavancagem -  Operar com dinheiro emprestado, para maximizar os lucros. Cuidado pois pode maximizar também o prejuízo. Usa-se o termo "Operar alavancado".  ou "Alavancagem 6x".  
AMBIMA -  Uma ONG que faz regulação / fiscalização na área financeira. 
Ágio -  Sobrepreço em um ativo, normalmente usado em debêntures, quando a situação da empresa melhora, ou os juros caem, de forma que o papel é vendido mais caro do que o valor de face. 
Amortização - Parcela de dinheiro que é devolvida ao investidor, do capital investido. 
ANCORD -  ONG que emite certificados como o de Agente Autônomo de Investimentos.  
Ativo -Tudo aquilo que coloca dinheiro no seu bolso. Seus investimentos, um apartamento alugado e um táxi são ativos. A casa em que você mora e seu carro não são. É o contrário de passivo.
Bookbuilding-  Procedimento em forma de leilão utilizado para calcular a taxa de lançamento de uma Debênture, CRI, ou ação, no IPO.  Eu fiz um post explicando o procedimento nesse link
BRCR -  Apelido do maior fundo imobiliário do Brasil, o BC Fund, ou BRCR11. É um fundo multi-multi e um dos mais negociados na bolsa. 
Buy and Hold -  Estratégia usada em ações ou FIIs que consiste em comprar cada vez mais papéis, sem intenção de vender tão cedo e sem se importar muito com o sobe-e-desce da ação. A idéia é sempre acumular mais. É o contrário de trade. Pode ser escrito assim: B&H 
Carência -  Prazo inicial sem liquidez até o dinheiro ficar disponível para resgate. Um exemplo são as LCIs, que tem carência de 90 dias.  
 CDB - Um tipo de investimento de renda fixa oferecido por bancos e financeiras, em que o seu dinheiro é usado para financiar empréstimos. Quando um banco faz um empréstimo consignado ou financiamento de veículos, o dinheiro normalmente é veio de um CDB. É tributado usando-se a tabela regressiva de imposto de renda, que começa em 22% (até 6 meses) e vai caindo até 15% (dois anos ou mais). É garantido pelo FGC.
CDI -  É a taxa de juros que as instituições financeiras usam como referência para os investimentos. Em geral ela fica um pouquinho abaixo da SELIC. A rentabilidade dos investimentos frequemente é medida 
 usando-se uma porcentagem do CDI. Exemplo:  "Esse CDB é muito bom, está rendendo 100% do CDI!"
Clube de Investimento -  Investidores que se reunem para montar uma carteira única de investimentos em ações.  
 COPOM -  Órgão do governo que define a taxa de juros. Todos os anos faz reuniões para decidir se vai manter ou abaixar os juros.
Cupom -  Parcela em dinheiro paga (normalmente semestralmente) ao detentor de uma debênture, título do tesouro direto, etc. É o mesmo que "pingadão".
Data Ex -  Data em que quem comprar o papel fica de fora de receber dividendos. Quando um fundo (FII, ações, etc) divulga que irá pagar dividendos, vai receber quem comprou o papel até a véspera. Quem comprou depois disso, já está na Data Ex, ou seja, não vai receber esses dividendos. 
Debêntures -  São títulos privados, emitidos por empresas para captar dinheiro. Normalmente possuem duração bem longa (em torno de 10 anos), mas ao longo desse período vai pagando parcelas semestrais ou anuais de juros ou amortização. Não é protegido pelo FGC, e tem rentabilidade anual normalmente uns 2% acima de uma LCI.
Debêntures incentivadas - São debêntures isentas de imposto de renda, emitidas para financiar infra-estrutura. A maioria das debêntures são incentivadas. Uma debênture famosa que não é incentivada é a da CEMIG. Uma famosa que é incentivada é a da Rodovias Tietê (RDVT11)
DI Futuro - Taxa de juros definida pelo mercado, que influencia a taxa de juros paga pelo tesouro direto, CDB, LCI, debêntures, e de forma indireta até FII. 
Duration -  Prazo ponderado de um título. Tempo calculado matematicamente, que indica a média ponderada do tempo que o seu dinheiro ficará exposto à taxa de juros de um ativo. Se não há cronograma de amortizações ou pingados, o duration será igual ao tempo até o vencimento. Se existirem amortizações e pingados, o duration será menor, já que a parte que você recebeu de volta não ficará mais exposta aos juros. 
CRI -  Sigla de Certificado de Recebíveis Imobiliários. São investimentos de longo prazo (normalmente uns 10 anos), que normalmente  pagam pingados mensais (juros + amortizações). Isento de imposto de renda, e não protegido pelo FGC.
CNPI -  Certificado de analista de investimentos e valores mobiliários, para quem quer trabalhar emitindo relatórios. É importante lembrar que a atividade é regulamentada, então não é permitido emitir relatórios sem possuir esse certificado.
CRA - Sigla de Certificado de Recebíveis do Agronegócio. São investimentos de longo prazo (normalmente uns 10 anos), que normalmente  pagam pingados mensais (juros + amortizações). Isento de imposto de renda, e não protegido pelo FGC.
CVM -  Comissão de valores mobiliários. Órgão que fiscaliza várias atividades em finanças. 
Deságio -  É o oposto de ágio. É o desconto dado a um título, quando a empresa está em condições ruins, aumentando o risco. Normalmente usado em debêntures.
Dividendo -  Valor em dinheiro pago ao detentor de um fundo imobiliário ou ação. Pode ser pago mensalmente (fundos imobiliários), semestralmente, ou até anualmente (ações). 
DY -  Dividend Yeld. É um termo utilizado em FIIs e Ações, para definir a porcentagem do valor da cota que é paga em forma de dividendos. Por exemplo: Se um FII custa 100 reais e paga 1 real em dividendos, o DY é de 1%. 
FED - Banco central americano.  É ele que decide sobre uma possivel alta da taxa de juros nos EUA, que faria os juros subirem também no Brasil.
FGC -  Fundo Garantidor de Crédito. Uma seguradora privada (não é um órgão público) que devolve o dinheiro + juros em caso de quebra do banco ou emissor.Normalmente o pagamento leva 60 a 90 dias. Garante até 250 mil reais por CPF e por instituição financeira. Ou seja, você pode deixar 250 mil em um banco, 250 mil em outro (mesmo que usando a mesma corretora) e estará garantido. Serve para CDB, LCI, RDB, LC.
 FII -  Fundos de investimento imobiliários. Investimento em que cada pessoa compra na bolsa um número de cotas de um imóvel que está alugado, e mensalmente recebe um valor em dinheiro referente ao aluguel de suas contas. Esse aluguel é isento de imposto de renda. Caso venda a cota com lucro, pagará 20% de imposto de renda sobre o ganho de capital.  Você pode aprender mais sobre FII nesta postagem. Não possui FGC. 
FII de Papel -  São fundos de CRIs. Não envolvem imóveis físicos. Parecem FIIs mas na verdade são um ativo financeiro, e não um imóvel. Pagam rendimento mensal alto, porém não tem seu preço atualizado pela inflação, o que pode iludir o iniciante em FIIs. 
FII de Tijolo -São os fundos imobiliários proprimente ditos. Investidores que tem cotas de um imóvel físico para aluguel. 
FIP - Fundos de investimento em participação. Títulos emitidos para financiar projetos (ex: parques eólicos e micro hidrelétricas), com alta rentabilidade prometida. Pode dar prejuízo caso o negócio financiado não vá para frente. 
Fundo de Ações - Fundo de investimento que tem no mínimo 67% do seu portfolio em ações. Não tem FGC, e paga 15% de imposto de renda. 
Fundo Multimercado - Fundo com livre alocação do portfolio a critério do gestor. Normalmente investem em ações, dólar, juros... o que o gestor achar que vai estar melhor.
Fundo Cambial - Fundo de investimento com no mínimo 80% da carteira em dólar, euro, etc. 
FIDC - Fundos de investimento em direitos creditórios. São fundos que compram títulos privados de dívidas (ex: debêntures). Em geral possuem alta rentabildiade e um risco mais elevado do que renda fixa tradicional. Não tem FGC. Normalmente são só para investidores qualificados. Pronuncia-se "fidiqui". 
Front Runner -  Pessoa que trabalha no mercado financeiro, e antecipa uma compra ou venda quando recebe uma notícia de grande compra ou venda que será feita por um tubarão.
Fundo de crédito privado - Fundos de investimento com alta rentabilidade, porém maior risco. Podem oferecer rendimentos de mais de 130% do CDI. Quando um fundo tem mais de 50% de sua carteira em títulos de dívida privada (ex: debêntures) deve ter essa palavra em seu nome. Não tem FGC.
Gorda - Mesmo que Pingadão. Uma parcela de valor alto paga normalmente de forma anual. Um exemplo é o FII RBRD11, que tem um aluguel anual pago sempre em novembro. Ex: "-Oba!! Em novembro vou receber a gorda do RBRD11!!"
Hedge - Estratégia de proteção do capital de um investimento, que normalmente consiste em fazer uma compra do ativo no mercado futuro, para garantia de que em caso de oscilação o preço atual será garantido. Usado em ações, moedas, e juros.
HP 12C -  Calculadora financiera usada para cálculos de juros compostos. Você pode saber mais sobre essa máquina nesse post.
IPCA -  Inflação oficial. Calculada pelo IBGE.
IGPM -  Inflação extra-oficial, calculada pela FGV. Normalmente oscila mais que o IPCA. 
Insider -  Pessoa que trabalha dentro de uma empresa e tem informações privilegiadas. È considerado crime usar esse tipo de informação para comprar ou vender papéis. Quem faz isso é chamado "Insider trader".
Juros compostos -  Efeito de multiplicação do dinheiro quando se aplicam juros sobre dinheiro que já teve juros aplicados anteriormente, fazendo o dinheiro aumentar em progresão geométrica. 
Juro Futuro - É o mesmo que DI futuro. 
LC -  Investimento de renda fixa praticamente idêntico a um CDB, apenas com um nome diferente. Tributado com a alíquota regressiva de IR, de 22%até 15% (2 anos). É garantido pelo FGC.
LCI -  Investimento de renda fixa em que o dinheiro deve ser utilizado para financiar imóveis. É isenta de iposto de renda e garantida pelo FGC
 LCA -  Sigla de Letra de Crédito do Agronegócio. Investimento de renda fixa em que o dinheiro deve ser utilizado para financiar a agricultura . É isenta de imposto de renda e garantida pelo FGC. Na prática é igual a uma LCI. 
Liquidez -  Possibilidade de resgatar o dinheiro antes do vencimento. Pode ser liquidez diária, ou sem liquidez.
Long Short - Estratégia de investimento que consiste em fazer compra simultânea de um ativo e venda de outro, normalmente com ciclo invertido. Dá mais estabilidade ao conjunto da carteira, pois se um sobe e o outro cai. Também pode ser usado como forma de lucro, utilizando anomalias na variação histórica de dois ativos.
Marcação a mercado- Efeito que faz com que os títulos do tesouro direto tenham um lucro muito alto quando são comprados com uma taxa de juros alta, e vendidos com uma taxa de juros baixa. O inverso também ocorre. 
Mico -  Gíria que significa um investimento que deu muito errado, dando grande prejuízo para quem entrou. Ex: "-Cara, comprei ações da OGX e da Petrobrás em 2008! Foi o maior mico!" . O termo pode ser considerado ofensivo por investidores que compraram micos... portanto cuidado ao usar essa palavra. Dificilmente quem comprou um mico vai aceitar. Sempre vão dizer que "o que importa é longo prazo"
Mini índice -  Título da bolsa de valores usado por traders, para se conseguir (ou tentar) ganho rápido.  Varia de forma alavancada conforme a bolsa sobe ou desce. 
Mini dólar -  Título da bolsa de valores  usado por traders, para se conseguir (ou tentar) ganho rápido.  Varia de forma alavancada conforme o dólar varia.NTN-B -  - Titulo do tesouro direto que paga a inflação + uma taxa. Ex: IPCA + 6%. Existe a versão com resgate só no vencimento, e a versão com pagamento semestral dos juros.
NTN-B 2035 - Termo usado para designar o papel do tesouro direto IPCA com vencimento em 2035, o papel mais comum do Tesouro Direto. 
Passivo - Tudo aquilo que tira dinheiro do seu bolso, mesmo que tenha valor. São passivos a casa em que você mora e seu carro, por exemplo.
PTAX -  É cotação do dólar.
Pingado - Nome carinhoso dado pelos investidores a pagamentos mensais de investimentos. Podem ser dividendos de FII, CRI, e até ações. Por ser um valor baixo, ele "pinga" na conta e são conhecidos por "pingadinho". Se for uma parcela alta (ex: anual ou semestral) em valor maior, vai ser chamado de "pingadão". Ex: "Hoje é dia 15!! Vou ao shopping gastar os pingados!
Qualificado (Investidor qualificado) - Termo utlizado para classificar investidores profissionais e pessoas físicas que possuem mais de 1 milhão em investimentos. Você sabe mais sobre isso nesse post
RDB - Investimento de renda fixa praticamente idêntico a um CDB, apenas com um nome diferente. Tributado com a alíquota regressiva de IR, de 22%até 15% (2 anos). É garantido pelo FGC.
Rateio - Em uma emissão primária ou secundária de títulos (IPO), muitas vezes existem mais gente querendo comprar do que títulos à venda. Nesse caso, cada um só leva uma parte do que pediu. Exemplo: Você encomendou 100 cotas de BCRI11, mas faltaram cotas e houve um rateio de 25%. Nesse caso você só vai poder comprar 25 cotas.
Reunião do COPOM - Evendo que ocorre em média a cada 45 dias, quando é decidido se o juro oficial vai subir ou cair no Brasil.
Rebelde -  Apelido carinhoso para o FII RBRD11, devido à sonoridade da sigla. Pode-se falar "reberde" também. 
Sardinha - Investidor comum (nós), pessoas físicas.
SELIC -  É a taxa básica de juros definida pelo governo. Todos os juros de empréstimos no Brasil vão oscilar em função da SELIC.
Spread -  Ágio ou deságio na taxa de venda de um papel, normalmente usada pelas corretoras de valores como forma de comissão. Ex: "-Essa debênture estava a 8%, mas a corretora está vendendo a 7,5%, porque tem 0,5% de spread!".  Usa-se também em forma de verbo: "-Vamos ver quanto a XP está spreadando na CEMIG!" 
Surfar na bolsa - Comprar e vender ações de forma rápida, para fazer um lucro rápido. É o mesmo que trade.
Surfar no tesouro - Comprar títulos do tesouro IPCA quando os juros estão altos, e vender quando os juros estiverem baixos, para conseguir um grande lucro devido a marcação a mercado.
Taxa - É a mesma coisa que juros. Normalmente expressa em porcentagem.
TD -  Mesma coisa que Tesouro Direto 
Tesouro Direto -  Programa de investimentos oficial do governo. Vende títulos públicos com boa rentabilidade e baixo risco. É considerado o investimento mais seguro do Brasil. 
Tesouro Selic -  Tìtulo do Tesouro Direto que paga seu dinheiro + a taxa SELIC anual. Pode ser resgatado a qualquer momento, sem prejuízo. 
Tesouro IPCA com juros semestrais - Título do tesouro direto com pagamento semestral de juros, com o montante principal do dinheiro sendo corrigido pela inflação. Bom para quem ganhou na mega-sena.
Trade -  Termo utilizado para designar uma compra e venda em intervalo curto de tempo, para obter um lucro alto. Normalmente utilizado para ações. Quem faz trade é chamado de trader. Ex: "-Vou comprar um pouco de PETR4 pra fazer trade!"
Valor - Termo utilizado por quem faz Buy and Hold, que significa uma boa empresa. Esses investidores diferenciam "preço" de "valor". Preço é quanto o papel custa na bolsa, "valor" é a importância e segurança que a empresa ou FII tem, que pode fazer com que ela tenha um bom desempenho no futuro.
Papel - Mesma coisa que título. Pode ser usado para ações, FIIs, etc. 
PGBL -  Plano de previdência privada que dá desconto no imposto de renda, mas normalmente tem pagamento de 10% de imposto de renda na hora do resgate. Usado para quem faz a declaração completa do imposto de renda.
Renda Fixa -  Investimentos que pagam uma taxa pré-estabelecida ao investidor. Pode ser pré-fixado ou pós fixado. É usado para LCI, DCB, RDB, Debêntures, CRI, CRA, tesouro direto, FIDC, e poupança. Pode ser COM ou SEM FGT, mas frequentemente é usado só para investimentos que tenham a cobertura do FGC. 
Renda Variável - Ações, FIIs, e FIPs.
Tabela regressiva de imposto de renda -  Sistema de cobrança de imposto de rendas usado para investimentos de renda fixa. O valor cobrado varia conforme o prazo do investimento. Usado em CDBs, Tesouro Direto, e Fundos DI. 
Título - Usado para debêntures, CDB, LCI, É uma unidade de investimento; um certificado de compromisso de pagamento. Não se usa para FIIs ou coisas físicas em geral. 
Tubarão - Investidor com um grande capital, normalmente empresas ou milionários.
Vacância -  Termo usado em FII ou imóveis físicos para indicar que o imóvel está vago,  á procura de inquilinos. Uma vacância de 50% significa que metade das unidades estão vazias.  
VGBL -  Plano de previdência privada que não dá desconto no imposto de renda, mas é isento de imposto na hora do resgate. Usado normalmente para quem faz declaração simplificada de imposto de renda. 
Vencimento -  Data em que um papel é liquidado, e o dinheiro devolvido ao investidor. 
XPOM -  Código do FIP mais famoso, XP Omega. O código é XPOM11, ele financia um parque eólico e uma micro central hidrelétrica. O vencimento é pra lá de 2032, e paga pingados semestrais.