quinta-feira, 27 de abril de 2017

Descubra seu ranking no SERASA: Saiba seu SERASA score!

Todos podem calcular seu score no SERASA grátis!

Você emprestaria dinheiro para você mesmo? Qual a probabilidade de você pagar uma conta, um empréstimo, ou dar um calote?

Essas perguntas são diariamente feitas por pessoas chamadas "analistas de crédito". Quem tem o nome sujo na praça, ou tem o hábito de deixar as contas atrasar, recebe uma nota ruim nas análises de crédito. E uma nota ruim pode significar desde taxas de juros mais altas, menos descontos na hora da compra, ou até mesmo ter seu cadastro recusado usando-se uma desculpa esfarrapada.

A maioria das pessoas conhece o SERASA, que há anos vem fazendo análise de crédito e mantendo um banco de dados dos mau pagadores. Conhecemos essa lista de "caloteiros" por diversos nomes, entre eles SERASA, SEPROC, etc.  Uma coisa que pouca gente sabe, é que apenas ter um "nome limpo" não é sinônimo de ter acesso às linhas de crédito facilitado. Já há muitos anos que as empresas montaram um sistema de "cadastro ativo", que é uma lista paralela, oculta, que calcula a probabilidade de cada pessoa no Brasil de dar um calote. As empresas conversam entre si, alimentando esse cadastro diariamente, e todo mundo que usa serviços como cartão de crédito tem uma pontuação, que diz o quanto a pessoa é realmente confiável de se negociar. Você ja parou para pensar como é que os bancos ou outras instituições definem seus limites de cheque especial ou cartão de crédito? Você achava que era só devido ao seu salário?

Até pouco tempo esse cadastro paralelo era "fechado", e não era possível sabermos qual a nossa pontuação. Quando tentavamos fazer um financiamento ou empréstimo, o analista de crédito fazia uma consulta ao SERASA e recebia a nossa "nota", sem que soubéssemos. Quando ele voltava desse "só um minutinho", ele sabia se podia dar descontos na nossa compra ou se poderia abaixar os juros.Entretanto, o mundo mudou de uns anos para cá, com toda essa ideologia de "transparência" e "politicamente correto". Existe uma lei - na verdade é a própria Constituição Federal - que veda que as instituições mantenhamum cadastro com informações a nosso respeito, sem que a gente possa consultar. É a tal da livre informação. Mesmo órgãos governamentais como ABIN ou polícia federal são obrigados a nos fornecer uma cópia de tudo que sabem sobre nós, sob pena de receber um "habeas data" - que é uma espécie de "habeas corpus", mas sobre informações a nosso respeito.

Já notou que agora google, Facebook, e todas essas empresas são obrigadas a nos fornecer "tudo sobre nós" se a gente pedir? Fica em um cantinho escondido da página, mas isso é possível sim.

Bem... mas voltamos ao assunto do cadastro de maus - ou bons - pagadores. No embalo dessa moda de "transparência", o próprio SERASA decidiu abrir agora sua base de dados para as pessoas que constam desse cadastro. Assim, a gente pode saber qual é a nossa pontuação! Legal, né? Para eles foi até uma boa idéia, pois as pessoas já ajudam e alimentam esse banco de dados com informações sobre si mesma, de forma que o cadastro fica ainda mais sólido.

Para calcular seu Serasa Score, clique NESSE LINK. É grátis e leva uns 20 minutos pra preencher

Quem paga todas as contas em dia, usa débito automático, nunca atrasa nada, não tem dívidas, nunca foi um mau pagador, vai ter um rating maior.... Depois que tiver calculado o seu, que tal deixar nos comentários?? Risos... segue o meu ranking abaixo!!! Segundo eles a chance de eu dar um calote é menor que 5%... legal, né? =^.^=




quarta-feira, 26 de abril de 2017

Aposentadoria - mudando nossos conceitos... e paradigmas.

Aposentadoria é a hora de curtir a vida?
Qual é seu conceito sobre ser aposentado? Pense bem antes de responder, pois o significado de "ser aposentado está mudando".

Eu cresci ouvindo de meus pais que aposentadoria era quando a gente ia poder curtir a vida. Algo como uma "recompensa", uma "missão cumprida", após 35 anos de contribuição para a sociedade.

Vou contar a história de um aposentado chamado Adamastor. 

Adamastor era bancário. Ainda muito jovem, começou a trabalhar no BANESPA (um banco que nem sequer existe mais...). Ajudava na casa dos pais, e trabalhou durante toda a faculdade. Ao se formar, manteve seu emprego no banco, e após alguns anos era gerente de uma agência no interior. Antes de completar 50 anos, já tinha os 35 anos de tempo de serviço; e se aposentou pela média dos últimos 5 anos de contribuição, como era a regra na época. Estava aposentado aos 49 anos, recebeu uma "bolada" de FGTS; aposentou-se com um salário ótimo - pois a "Fundação Banespa" providenciou para que o valor da aposentadoria fosse equivalente ao último salário. 

Os amigos do banco se aposentaram na mesma época que ele, todos com um excelente salário. Cada um deles ia agora poder "viver a vida que sempre quis". Um deles se mudou para a praia, e abriu um pequeno comércio... algo que sempre quis. Outro dos amigos do Adamastor comprou um barco, e passava os dias viajando pelo mundo naquele veleiro. Outros mudaram-se para uma chácara... ou simplesmente passaram o resto da vida viajando.

Isso já faz um bom tempo. De lá pra cá, muita coisa mudou. Se você foi um bom aluno na escola (como eu), deve se lembrar daquelas aulas de Geografia - ou "estudos sociais", em que a professora comparava a pirâmide etária do Brasil com a da Europa:

Essa era a pirâmide etária na época em que o Adamastor estava prestes a se aposentar. O grande número de jovens abaixo dos 50 anos, em plena atividade, trabalhava e sustentava os aposentados... pessoas como o Adamastor, com meros 50 anos. A questão é.... o Brasil mudou. Nossa pirâmide etária, para minha surpresa, hoje é como era a da Europa, que vimos nos livros de geografia da década de 80 e 90.

Surpreso? Pois é... eu também fiquei. Nossa população envelheceu, e hoje a distribuição etária no Brasil é similar à da Europa de 20 anos atrás. Agora temos um grande número de pessoas acima de 50 anos, para poucos jovens... simplesmente não dá mais para o nosso país se dar ao luxo de aposentar pessoas tão precocemente. É necessária uma atualização nas leis previdenciárias de forma a permitir que o sistema não entre (mais) em colapso. Nada disso é invenção dos petralhas ou coxinhas... simplesmente não dá para tapar o sol com a peneira, e querermos continuar nos aposentando antes dos 60 anos.

Começa agora a surgir um novo paradigma de aposentadoria. Peraí... mas o que significa essa palavra tão complicada, "paradigma"? Um paradigma é um conjunto de crenças e valores, que fazem com que a gente enxergue as coisas de uma determinada maneira. Quer um exemplo? Um celular maior, hoje, em geral significa um celular melhor... dá mais status. Note que esse paradigma do "quanto maior, melhor", nem sempre existiu. Nos anos 90-2000, quanto menor o celular, mais status ele dava! Era o paradigma do "quanto menor, melhor".  Mas voltemos ao assunto aposentadoria.

O paradigma tradicional da aposentadoria é que aposentadoria é quando nós vamos finalmente "curtir a vida". É o momento em que a gente pode viajar, abrir o próprio negócio, comprar um barco... finalmente levar a vida que a gente sempre quis! Levamos uma vida de privações e sacrifício, esperando chegarmos aos 50 e tantos para aposentar e realmente começar a viver. Esse é o paradigma antigo... que infelizmente vai ter que mudar. Pensemos em um paradigma totalmente diferente: e se não existisse mais aposentadoria... que tal? Parece loucura?

Com uma população cada vez mais velha, com as pessoas tendo cada vez menos filhos... em pouco tempo o número de idosos será maior que o número de jovens. Basta pensar que para a população se manter, é necessário que cada casal tenha 2 filhos (para repor os dois pais). Se a média de filhos por casal ficar abaixo de 2, o que nós vamos ter é uma diminuição da população, e um número de jovens menor que de idosos. Como pode ser possível poucos jovens sustentar muitos idosos? Simplesmente a matemática nunca vai fechar, pois seria necessário uma contribuição de 100% do salário dos jovens...

Sob meu ponto de vista, o sonho do governo é acabar com a aposentadoria. Toda pessoa iria então passar a trabalhar até o último dia da sua vida, até um dia em que cai dura no meio do escritório, e aí é levada diretamente para o cemitério. Esse é o devaneio lúcido dos estrategistas do governo. Isso iria acabar com o déficit da previdência... e ninguém mais iria precisar se preocupar em pagamento de aposentadorias. Parece loucura?

Vejo que isso é o que está acontecendo, aos poucos. "Mingau quente se come pelas bordas", não é? E é isso que está acontecendo. Nós sabemos que a expectativa de vida em alguns estados do nordeste é inferior a 65 anos. Aos poucos estamos acabando com a aposentadoria. Leis como a tal "PEC da bengala", que permite aos servidores públicos trabalhar até os 75 anos; o aumento progressivo da idade mínima... a redução gradual e contínua do valor dos proventos da aposentadoria estão matando a aposentadoria.

Portanto... refletindo sobre tudo isso que está acontecendo, só posso pensar em duas soluções viáveis para nós, que ainda estamos na idade produtiva e chegaremos à velhice daqui a alguns anos:

Solução 1 - Faça sua própria aposentadoria, através de acúmulo progressivo de investimentos em Fundos Imobiliários, Tesouro Direto IPCA 2045, LCIs, CDBs, Fundos Multimercado, Ações, e até mesmo previdência privada e imóveis de aluguel... de forma que quando você chegar aos 60 anos tenha um bom patrimônio acumulado que lhe permita parar de trabalhar sem depender do governo. Mas sabemos que isso exige uma disciplina espartana; não é nada fácil, e não é para todos.

Solução 2 - Mude seu paradigma sobre o momento de "curtir a vida". Entenda que você deve curtir a vida agora, e não aos 60. Quer um barco? Quer uma chácara? Quer viajar? Será que você precisa esperar a tal da aposentadoria pra ter tudo isso? Viva cada momento, curta suas férias, trabalhe menos... faça com que você tire o prazer de seu dia-a-dia agora mesmo! Isso é mais fácil do que atingir a independência financeira, né? Só precisa... um novo paradigma!


quinta-feira, 20 de abril de 2017

O fim das contas digitais: Corra para o banco Intermedium!

-Você já tem uma conta no banco Intermedium?
-Você gasta tudo que ganha, e não sobra nada no final do mês?

Se a resposta é não para as duas perguntas, é hora de você abrir sua conta no Intermedium - enquanto é tempo. Por que? Vou dar a resposta curta, e a resposta longa. Você pode escolher qual das duas vai ler:

Resposta curta: Porque tudo lá é grátis e os investimentos deles rendem super bem!

Resposta longa: Bem... se você quer a resposta longa... então senta que lá vem a história. Em 2010 o
Banco Central emitiu uma resolução, dando aos bancos a opção (veja bem, não é obrigatoriedade) de criar um tipo de conta-corrente totalmente livre de papéis e contatos humanos. O banco central chamou isso de "Conta Digital". Veja que estamos falando de 7 anos atrás. Naquela época mal existiam celulares que seriam chamados de "smartphones". O iphone ainda estava em sua segunda versão, o número de aplicativos era muito limitado. A maioria dos estabelecimentos ainda não tinha a tal maquinha de "débito"; as lojas pequenas (como mercearias e muitos postos de gasolina) nem sequer aceitavam pagamento com cartão. |Era muito comum o uso de cheques, e grande parte dos procedimentos bancários tinham ser ser feitos na boca do caixa.

Pra você ter uma idéia de como era o mundo em 2007, a primeira temporada de Walking Dead só seria lançada em 2010, três anos depois.  Não existia nem sequer Netflix, e para assistir filmes tínhamos que apelar para os DVDs.  Naquele ano, a bolsa de valores estava em clima de euforia; as ações da Petrobrás valiam quase 40 reais! Nem sequer imaginávamos que haveria uma crise mundial em 2008. Faz tempo, né?
Pois é.

A questão é que ao lançar a chamada conta digital, a idéia do Banco Central foi criar um produto simplificado, voltado para o público de baixa renda, que deixaria de usar grande parte dos serviços do banco, de forma que fosse muito barata a manutenção para a instituição, atraindo o cliente para outros produtos, como investimentos em fundos DI com taxa de administração de 3%. Essa chamada "conta digital", portanto, seria livre de todo tipo de tarifas, para beneficiar os pobres. Mas.... o mundo mudou.

Quase 10 anos depois, percebemos que a idéia do Banco Central não saiu como eles imaginavam. Os pobres continuam sendo os que mais pagam tarifas no sistema bancário. Mesmo que a pessoa ganhe um salario mínimo mensal, o banco empurra um pacote (porcaria) com meia dúzia de bugigangas e cobra do coitado R$ 15 por mês. E na mão de quem estão as contas digitais? Nas mãos dos ricos, dos descolados, da "elite" de investidores, yuppies, que usam essa conta para fazer TED ilimitado para sua corretora; tornou-se um produto para os poucos "privilegiados" frequentadores de blogs e fóruns de finanças, que tinham "peito" pra enfrentar o banco quando o gerente insistia em dizer que a tal conta "não existe". Os bancos, quando notaram o que estavam oferecendo um serviço grátis para quem podia pagar, trataram de esconder - até dos próprios funcionários - a existência das contas digitais. Quem navega nos blogs e fóruns já deve ter lido as batalhas homéricas que acontecem nos bancos, em que o gerente, que sabe nada, inocente tenta convencer ao cliente de que ele está louco, e não existe a tal conta.

A questão é... hoje em dia, ninguem mais quer ir ao banco, e de uma forma ou de outra 99% das coisas são feitas pela internet. Continuar oferecendo uma "conta digital" grátis iria zerar o lucro dos bancos com tarifas... o que seria suicídio empresarial. O lucro dos bancos teria que vir de taxa de administração de fundos do próprio banco, ou de juros dos empréstimos pessoais... Mas cá entre nós, quem tem uma conta digital não investe no banco grande, e nem faz empréstimo, né?

Assim, um por um os bancos foram acabando com as contas digitais. Primeiro Banco do Brasil... depois Bradesco.... e agora, por último, o Itaú, que definiu que a partir de Maio/17 não teria mais contas digitais grátis.

O que sobrou então? Apenas um: o banco Intermedium. Lá você consegue uma conta digital com todo tipo de movimentação grátis - realmente livre de tarifas. De quebra, eles ainda oferecem investimentos com taxas ótimas em LCI e CDB.

A má notícia? É que o banco Intermedium tem batido recordes de captação de recursos e clientes.... já mal tem lastro para as LCIs... está pegando porte de banco grande, o que significa que... em breve e aos poucos deve começar a cobrar tarifas dos correntistas.

Se formos seguir o que aconteceu nos demais bancos, quem tinha pacote digital antigo, não perde. Portanto... não perca tempo. Abra agora mesmo, antes que seja tarde, sua conta no Intermedium. Senão depois não diga que eu não avisei!!







quarta-feira, 19 de abril de 2017

Um ano investindo.... reflexões



Quando eu era criança, adorava assistir no dia 31 de dezembro a "retrospectiva" que a rede Globo fazia. Mostrava tudo de importante que aconteceu naquele ano, como a morte de Airton Senna, o naufrágio do Bateau Mouche, a passagem do cometa Halley, a morte do Tancredo, e tudo aquilo que foi notícia. Hoje os tempos são outros, e nem sequer televisão vejo mais. Agora meus contatos com a televisão se resumem a assistir filmes velhos e temporadas antigas no Netflix. Nem sei mais o que acontece na Globo. Quando eu era menina, fazia coisas de menina... mas eu cresci, e essas coisas ficaram para trás. De qualquer forma, "um ano" é tempo suficiente pra gente avaliar qualquer coisa que tenha começado a fazer. Um ano de academia? Um ano de dieta? Um ano de faculdade? Um ano investindo? Um ano de blog? É um marco.

Dizem que a gente superestima o que pode fazer em um ano, e subestima o que pode fazer em cinco. Mas tudo que eu tenho é esse ano, então lá vamos nós para algumas reflexões. Talvez eu misture reflexões financeiras com pessoais mas... essa sou eu, né?

Comecei a investir no começo de 2016, após uma crise de identidade muito forte que tive ao final de 2015... quis me tornar uma nova pessoa, e essa nova pessoa tinha entre outras características vida frugal e uma permanente busca pelo primeiro milhão, através de trabalho duro, privações e investimentos.Vou tentar manter o foco na parte de investimentos - entre tantas outras mais importantes - já que este é um blog sobre a gatinha investidora, e não sobre outras nuances - mais importantes - dessa gatinha que vos fala.

Comecei a investir em janeiro de 2016, mas não tenho registro de valores... pois naquela época meus investimentos consistiam em um fundo DI do Banco do Brasil.... não fazia planilhas ou controles de nada, e minha única referência era o saldo total que aparecia no extrato do fundo. Eu não fazia a menor idéia de como funcionavam coisas como tributação escalonada da renda fixa, e nem sequer sabia que existia vida inteligente além dos bancos grandes. Mas comecei a estudar, inspirada pelo audiobook "Investimentos Inteligentes", do Gustavo Cerbasi. Sei que parece pueril aprender com o Gustavo Cerbasi, mas naquela época aquele conhecimento que ele me passou foi simplesmente fantástico, abriu os olhos de uma leiga para todo um (admirável) mundo novo. Naquele audiobook ele me explicou como funcionava o sistema de tributação da renda fixa, me deu uma idéia sobre o funcionamento de ações, planos de previdência privada, explicou sobre os diferentes títulos do tesouro direto - que ainda tinham aqueles nomes esquisitos como "NTN-B", falou a diferença entre CDBs e LCIs... quer dizer, foi algo realmente bom. Para quem está começando agora no mundo dos investimentos, não posso deixar de recomendar esse livro do Gustavo Cerbasi, pois é realmente ótimo.

A partir daí, comecei a experimentar em outras vertentes: Tesouro Direto, e LCI do Banco do Brasil. Eu ainda pagava 0,5% de taxa de administração para usar o Tesouro Direto pelo banco, o que hoje vejo como um absurdo (já que corretoras como a EasyInvest fazem o mesmo serviço de graça), e a LCI do Banco do Brasil realmente rendia uma migalha (78% do CDI na época, se não me engano). Continuei assim até o mês de maio/2016... sempre estudando e aprendendo cada vez mais. Com meu salário de (quase) R$ 2000 mensais, após 4 meses (maio/16) atingi cerca de R$ 2600 em investimentos; uma economia de mais ou menos 25% do meu salário por mês.

Continuei estudando... fiz uma busca na internet sobre qual seria a corretora maior e mais segura para investir, o que me levou a abrir uma conta na XP investimentos. Baixei alguns aplicativos para celular, entre eles um chamado "tesouro direto", que tinha um grupos de discussões muito ativo... e nesse grupo encontrei a propaganda de um grupo de Whatsapp sobre investimentos, e nesse grupo aprendi muita coisa. É incrível o efeito de aprendizado que conseguimos em grupos de Whatsapp. Uma vez em contato com investidores mais experientes nesse grupo, minha curva de aprendizado foi exponencial. Descobri que a XP era uma das corretoras mais "careiras" de todas, pois tinha um foco em excelência no atendimento, sendo voltada para pessoas mais endinheiradas, e que no meu caso deveria usar uma corretora/banco mais "de pobre".  Meus conhecimentos avançavam.

A partir de maio/16 comecei a fazer um controle simplificado dos meus investimentos, o que me possibilitou a fazer um gráfico a partir daquela data. Ainda não tinha uma planilha sólida, pois só depois iria conhecer a famosa "Planilha do ADP", que uso até hoje.

 Assim, já faz 1 ano que faço um acompanhamento mais sério dos meus investimentos, contando a partir de maio/2016, e sobre esse ano é que vou continuar falando. Para fugir da "careira" XP, abri conta no banco Sofisa (análise do banco nesse post)... o qual uso até hoje. O banco Sofisa me colocou em uma nova categoria de investimentos: Alta rentabilidade com custos baixos. Passei a poder investir quantias a partir de 1 real, com rendimento de 100% do CDI... um rendimento gigantesco comparando com o que eu tinha no CDB do banco do Brasil (78% do CDI). Agora, apesar de pobre, eu já conseguia rendimentos de "gente grande". Eu continuei estudando, e a essa altura já tinha noção de que quem investe somente em banco grande não consegue rendimento real nenhum... apenas corre atrás da inflação, o que pra mim foi uma surpresa. Me tornei uma devoradora de conteúdos (grátis) de investimentos.

Passei a ler assiduamente todos os sites de investimentos - como o "ótimo" InfoMoney - que apesar de eu hoje ver como um portal de publicidade da XP, tem conhecimentos de nivel básico sem cobrar nada por isso. Aprendi muito por lá. Lá eu aprendi sobre o que eram Fundos  Imobiliários.... e decidi que queria brincar disso.

Estávamos já em Julho/2016, e meu patrimônio em investimentos estava em quase 2,5x o meu salário, ou seja, cerca de 5000 reais. Não sei se foi "sorte" ou o que, mas descobri depois que o ano de 2016 foi totalmente atípico em investimentos: TODO MUNDO ganhou muito dinheiro investindo. Ações subiram, tesouro direto estourou de render, fundos imobiliários subiram, debentures valorizaram, CDI estava altíssimo, XPOM subiu.... todo mundo ganhou muito! Quem perdeu dinheiro investindo em 2016 merece um chapéu de burro. Para mim, que estava começando, isso foi ótimo, pois nao importava aonde eu colocava meu dinheiro, ele parecia se multiplicar de uma forma estonteante. Vendi meus títulos do tesouro - com 30% de lucro - e comecei a comprar meus primeiros fundos imobiliários -  FIIs.

Por piores que tenham sido minhas escolhas em FIIs, por alguma razão que eu não entendia direito eles cresciam de forma absurda todo mês, com valores em torno de 2 a 4% ao mês. Eu já tinha obtido 30% de ganho no Tesouro Direto às custas da queda na taxa de juros (comprei a IPCA+8 e vendi a IPCA+6,5), e agora meus FIIs subiam um montão todo mês!

Continuei investindo firme todo dinheiro que tinha, e quanto mais eu investia mais eu me sentia motivada. Fui aumentando ao máximo meus aportes - até um ponto em que economizava na comida e nos cortes de cabelo - chegando a quase 50% dos meus ganhos mensais. Meu dinheiro continuava crescendo, e agora minha carteira estava composta metade de FIIs, e metade em LCI do banco Intermedium, que descobri renderem bem mais que o CDB do Sofisa. As taxas da LCI do Intermedium eram ótimas, coisa como IPCA + 6,6%, então zerei minha conta no Sofisa para ganhar a tão famosa "caneta" do intermedium". Aquela caneta para mim representou muito mais do que uma caneta... era um sinal de status, de poder.

Para quem tinha começado do zero menos de um ano antes, alguns meses depois eu bati a marca de R$ 10.000, ou 5x meu salário líquido. Tinha uma boa carteira em FIIs e LCI, e tinha uma caneta com meu nome em letras douradas.

Segui investindo. Começou o ano de 2017, e eu percebi que "a festa" dos investimentos começava a acabar. A euforia da Bovespa passou... as ações cairam, FIIs minguaram, os juros já começaram a abaixar.... Caruanã abaixou sua lendária taxa de 135% do CDI no RDB.... Minha carteira de FII teve uma redução significativa de valor. Tesouro direto com taxas abaixo de 5%. É hora de colocar a cabeça no lugar, pois agora para ganhar dinheiro vamos ter que suar a camisa.

Mas para mim, esse ano foi muito bom. Meu capital investido hoje é de 8x o meu salário líquido, ou R$ 16 mil. Com esse dinheiro consigo viver um ano e meio, se for preciso (lembre-se que eu só preciso de 50% do meu salário pra viver, o resto tem sido investido).

Quanto ao Blog, foi pra mim uma experiencia única. Conheci muita gente, fiz muitas amizades.... mas acabei me afastando por perceber que o ambiente é muito agressivo, muito competitivo... simplesmente nao consigo me sentir confortável com esse monte de brigas, xingamentos e coisas assim que senti  na blogosfera. Pra mim, não dá.... Quando comecei, me falaram que não havia meninas, e que as que chegavam saíam rápido. Hoje eu percebi por que isso acontece: o ambiente é agressivo e competitivo demais. Uma mulher não aguenta esse clima.... tem pressão psicológica demais. Assim, acabei me afastando do blog, o que não significa que não esteja viva, né?

Fica assim, meu relato de como foi investir por um ano. Sigo firme na minha meta de atingir a IF, que pelas minhas contas será atingida daqui a 10 anos, se conseguir manter o ritmo de economizar quase 50% da minha renda mensalmente. Quanto à minha carreira, fui classificada em um concurso público muito bom... mas ser classificada é bem diferente de ser chamada, então se eu "der sorte" posso ser chamada nos próximos 4 anos, que é a validade do concurso. Quem sabe, né?

Beijinhos!! E paz!


Você vive ou sobrevive?


Você vive ou sobrevive? Tenho notado ja faz um bom tempo o que eu chamo de "tédio crônico". Pessoas sem nenhum propósito de vida e com medo de se perguntarem por que fazem o que fazem. Gente que existe, sobrevive, mas não vive. O vazio existencial era um problema há mil anos e, sinceramente, não vejo como mudará nos próximos mil. Ele dá muita grana e problemas que dão muita grana dificilmente são resolvidos. Não que eu acredite que o dinheiro possa resolver isso... como já disse em outras postagens nao acredito que exista relação positiva entre dinheiro e felicidade. Corro atrás de economizar o meu, buscar o tal falado "primeiro milhão", mais por "falta de alternativas" do que outra coisa. Sei que é importante ter um propósito, e esse parece bom o suficiente. Buscar a IF  é dos jeitos que inventamos de conseguir algo além do feijão-com-arroz que nossa vida nos apresenta. Porém, nem sempre essas coisas realmente importam para algo além de preencher os nossos vazios existências. O problema não está nas coisas, mas sim na gente. As coisas são as coisas. É você quem as consome em excesso como se não houvesse amanhã. Faz assim porque quer. Viu o vídeo que recentemente foi publicado no Netflix, sobre vida minimalista? A indústria do vazio existencial não precisa fazer tanto esforço para te convencer, apenas sugerir.Está triste? Encha a cara! Está estressado? Coma alguma gordice! Não sabe o que fazer da vida? Abra um site de memes! Precisaríamos dessas coisas na quantidade em que são consumidas? Não! Os problemas de hoje vieram das soluções de ontem.
Por que eu não acredito que isso possa mudar? Natureza humana, simples assim. Não é por menos que os maiores índices de suicídio são dos países com as melhores condições de vida.Desde a época de Shakspeare a humanidade se pergunta se é melhor ser ou não ser...
E agora? O que fazer?
Se dinheiro nao traz felicidade... mas ao mesmo tempo a pobreza menos ainda... o que fazer? A vida não é um jogo em que conseguimos "fechar" após concluir certas tarefas. Não tem manual! Parece que o manual da vida foi perdido. Estamos vivendo mais anos devido aos avanços tecnológicos, mas não sabemos o que fazer com isso. Aquele jeito de viver dos nossos pais e avós não faz mais tanto sentido. "Se você tiver uma formação, terá um emprego", diziam antigamente. As coisas mudaram. Recentemente prestei uma prova para um concurso que tinha mais de 30 mil inscritos para meia duzia de vagas. Gente... isso é mais do que toda a população de minha cidade.  Como falam absurdos a geração que acredita em previdência privada, caderneta de poupança e título de capitalização. Como fazemos um plano de vida se não sabemos o que virá? Gosto de uma frase do Jeff Bezos, "foque naquilo que não mudará". Acredito que esse seja o jeito de se viver atualmente. O que não mudará? Você precisa ter um corpo e uma mente saudável, bons relacionamentos, essas coisas básicas. Sobre o resto, não bote tanta fé assim.
Resumindo:
Você vive para pagar contas (lebre) ou para acumular seu milhão (formiga)? Provavelmente está em um desses extremos. A maioria é assim. Mas, o que você pode fazer para mudar isso agora? Uma dica: pense o que preenche aquele seu vazio existencial sem detonar a sua saúde. A resposta está aí. Apenas você conseguirá responder. A resposta não é nem gastar tudo - live like there is no tomorrow - nem economizar cada centavo. A resposta é o equilíbrio, externo e interno.
Detesto não trazer uma solução, mas dessa vez não consigo fazer muito além de te deixar refletindo. Já cansei de apresentar trabalhos que mostram que dinheiro não traz felicidade, mas ainda assim continuo e continuo atrás de juntar mais e mais... sem efeito prático nenhum na minha vida. A vida que merece ser vivida só será vivida se você encontrar as suas próprias respostas. Faça enquanto não é tarde. Dizem que "tempo é mais importante que taxa". Mas taxa a gente consegue na financeira quebrada da esquina... tempo.... ish. Esse a gente não recupera nunca mais. 

*Fonte/inspiração: Texto originalmente publicado por Robson Cristian Pereira