sexta-feira, 5 de maio de 2017

Trabalhar, Descansar, Gastar, Poupar: o equilíbrio.

A piada é meio velha, e eu não sou lá muito boa em contar piadas, mas vou me esforçar ao máximo, para pelo menos ilustrar o post.



"Um executivo de uma empresa de laticínios vai a serviço para o interior de Minas para inspecionar algumas propriedades. Chegando lá, encontra na beira de um rio um mineirinho, em plena quarta-feira, pescando à sombra de uma árvore. O executivo pergunta ao mineiro:

executivo: - Homem, como você pode estar aí, descansando, pescando, em plena quarta feira? Por que não vai trabalhar?
mineirinho: - Trabalhar pra quê? - responde o mineirinho.
executivo: - Oras...  para ganhar um bom dinheiro!
mineirinho: - E dinheiro para quê?
executivo: - Para se fazer riqueza, atingir a independência financeira!
mineirinho: - Independência financeira? Pra quê?
executivo: - Bem... pra poder parar de trabalhar, curtir a vida, descansar sem se preocupar com nada....
mineirinho: - Uai... mas não é  isso que eu tô fazendo!?

 Obviamente se trata de uma caricatura, mas nos faz ver que nem o executivo e nem o mineirinho conseguiram o equilíbrio. Um buscava a riqueza de forma frenética, deixando de lado seu lazer. O outro, por sua vez, nem sequer se esforçava para conseguir o mínimo de dinheiro. É preciso haver um meio-termo.

Quem leu o livro dos "7 hábitos das pessoas altamente eficientes", lembra que o autor dividiu as coisas que devemos fazer em 4 quadrantes, conforme seu grau de importância:

Nossa postagem aqui não é sobre quadrantes, mas podemos utilizar a mesma estrutura, para definir como podem ser nossas relações com o trabalho e o dinheiro. Veja que quanto mais trabalhamos, mais ganhamos dinheiro... mas ao mesmo tempo temos cada vez menos horas de lazer e repouso - que no final das contas geralmente são o objetivo final do trabalho, não é? O problema é que quando separamos as diferentes variáveis:  Trabalho x Repouso - como forma de gerar nosso dinheiro, e uma vez que conseguimos o dinheiro temos que pensar entre Gastar x Poupar, percebemos que muitas dessas alternativas acabam sendo mutuamente excludentes: Não é possível obviamente trabalhar muito e repousar muito, assim como não dá para gastar muito e poupar muito. As combinações possíveis que determinam nossa relação com o trabalho e o dinheiro, se resumem a modular a quantidade de trabalho (e consequentemente de repouso), e a quantidade de gasto (e consequentemente de poupança). Fazendo uma combinação das variáveis possíveis, temos as seguintes opções:


Veja que por mais que a gente queira ver com bons olhos, muitos de nós automaticamente olham para os quadrantes e percebemos que estamos em um deles. Isso é sinal de falta de equilíbrio. Viver em extremos aumenta certamente a eficácia no curto prazo, porém no longo prazo acaba nos desgastando, e gera situações que vão se tornando mais e mais insustentáveis. Se você está lendo este artigo, é porque, assim como eu, quer chegar na independência financeira. Talvez você esteja no primeiro quadrante, assim como eu estou.... Trabalhando duro, gastando pouco... vivendo uma vida frugal. Saiba, entretanto, que não podemos confundir frugalidade com pão-durismo. Economizar é bom, sim... mas lembre-se do que diz a maga das finanças, Suze Orman:


"People first, then money, then things."

Antes de economizar, olhe para a prioridade número um, que são as pessoas. Você tem plano de saúde? Seus familiares estão precisando de alguma ajuda financeira? Seus filhos estudam em um bom colégio?  Você tira férias com sua mulher ou filhos? Você passa tempo suficiente com as pessoas que ama? Você está investindo em sua formação profissional? Uma vez que as pessoas estejam com suas necessidades garantidas... é hora de pensar no dinheiro. Pensar na sua independência financeira, na sua aposentadoria, no seu fundo de reserva.... e só então você pode - e deve - gastar um pouco com as "coisas": Aquele carro bonito, aquela roupa de marca, aquele relógio, iPhone, Playstation, etc.

A palavra de ordem, portanto, é equilíbrio. Tenha as prioridades bem claras em seu projeto de vida, mas lembre-se de que o mais importante são as pessoas... senão você pode chegar aos 50 anos e perceber que passou a vida perdido na corrida dos ratos...

4 comentários:

  1. Ótimo post, GI.

    Fiz um parecido com esse dias atrás!

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  2. É você mesmo que escreve estes textos Gi? Fica meio artificial. Como se fosse copiado, ou traduzido. É uma crítica construtiva.

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    1. Oi.... sou eu mesma sim... deve ser meu estilo de escrever, sei lá ?

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